Pesquisa mostra que consórcio de imóveis já contemplou mais de 840 mil participantes desde 2005

No último ano, a maior procura foi pelo imóvel residencial

Escrito em

31/8/2018

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O consórcio de imóveis tem uma história que remonta a década de 90, quando iniciou suas atividades proporcionando a aquisição da casa própria ou outro imóvel residencial ou comercial ao consumidor com custo adequado, parcelas acessíveis ao bolso e prazos mais longos.

Baseados em dados levantados a partir de 2005, a modalidade já contemplou mais de 840 mil participantes que tiveram a oportunidade de utilizar seus créditos na aquisição de moradia própria, o sonho do brasileiro, ou em outros tipos de bens como apartamentos, de veraneio no litoral ou no interior como sítios e chácaras, ou ainda em terrenos, para usufruir pessoalmente ou com a família.

A modalidade possibilita também a realização de reformas, construção ou compra na planta. Para os profissionais liberais, empreendedores ou empresas, o objetivo pode ser salas ou conjuntos comerciais, bem como galpões, áreas industriais, lojas, glebas e fazendas.

De 2005 até maio de 2018, o acumulado das contemplações no consórcio de imóveis somou 842 mil participantes, uma média anual acima dos 62 mil consorciados. Trata-se de quantidade equivalente à população de cidades como São Borja (RS), Capanema (PA), Embu Guaçu (SP) e Morada Nova (CE), entre outras.

Os acumulados anuais de consorciados contemplados contabilizaram significativo crescimento. No período, o total de participantes com créditos em mãos, que puderam realizar seus objetivos formando também patrimônios pessoais, familiares ou empresariais, mais que duplicou ao saltar de 33,8 mil (2005) para 72,9 mil (2017), com aumento de 115,7%.

"O consórcio, por ser uma modalidade de compra parcelada, permite que consumidores interessados planejem a aquisição de imóvel com prazos longos para pagamento, custo adequado e parcelas mensais acessíveis aos orçamentos. Paralelamente, contribui como investimento na formação ou ampliação de patrimônio, além de alavancar outros elos da cadeia produtiva imobiliária, como fornecedores de matérias primas, fabricantes de produtos para instalações elétrica, hidráulica, acabamento e revestimento, construtoras, imobiliárias, mão de obra especializada e serviços afins", segundo Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.

NO ÚLTIMO ANO, A MAIOR PROCURA FOI POR IMÓVEIS RESIDENCIAIS

No recente levantamento feito pela assessoria econômica da ABAC perante as administradoras que atuam no setor imobiliário, o perfil do consorciado para uso atual do crédito é análogo ao observado nos últimos anos.

Enquanto em maio de 2017 os negócios feitos com residências urbanas eram de 53,5%, no mesmo mês deste ano chegou aos 75,4%. Nas demais utilizações de crédito (24,6%), foram registrados novos comportamentos de uso como, por exemplo, a preferência pela aquisição de terrenos, construção e reformas ou ainda os chamados comerciais. O levantamento apontou nova classificação em relação há um ano.

Nesses usos, foram verificadas situações como "terrenos" com redução de 10,8% (maio/2017) para os atuais 8,1%. Em "construção ou grandes reformas" também houve diminuição de 9% para 7,5%, bem como em "imóveis comerciais" que anotou forte queda de 7,3% para 2,1%.

Dois tipos de aquisição assinalaram novos percentuais: "imóveis de veraneio", que inclui imóveis na praia ou no campo, que se retraiu de 4% para 2,9% e o item "outros", que abrange fazendas, garagens, glebas para condomínios verticais ou horizontais, quitação de financiamentos entre outros, variou de 15,3% para 3,9%.

"O alto índice de "residências urbanas", com mais de 75%, mostrou um comportamento do consorciado voltado à consolidação patrimonial, ao concretizar o sonho da casa própria, bem como promover reformas ou construir, com 7,5%, e os "imóveis de veraneio", com 2,8%", esclarece Rossi. "Ao pensar no futuro profissional, planejando via consórcio, houve ainda outra parcela de consorciados contemplados que norteou seus investimentos para fins comerciais", complementa.

Do total pesquisado, 81,1% eram compostos de pessoas físicas, sendo 52,9% homens e 28,2% mulheres; e 18,9% de pessoas jurídicas, com tíquete médio de R$ 151,1 mil. A taxa mensal média de administração apurada foi de 0,110% com prazo médio praticado de 167 meses.

Os créditos e as parcelas são corrigidos anualmente, considerando a data de constituição do grupo, de acordo com o índice constante do contrato de adesão. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) é o principal indexador em 74% dos contratos, mas há 24% que fixam o INPC Índice Nacional de Preços ao Consumidor, IGP-M Índice Geral de Preços do Mercado ou CUB Custo Unitário Básico, entre outros.

"É possível vislumbrar ainda que há pessoas utilizando o mecanismo como alternativa para aposentadoria, uma opção que possibilita um futuro melhor, paralelamente à previdência pública ou privada. A chamada "aposentadoria imobiliária" propicia acrescer rendimentos pessoais, originários de locação de imóveis adquiridos via consórcio, proporcionando tranquilidade e segurança na terceira idade", diz Rossi.